5 dicas para viajar com o seu cão para Portugal

Muita gente me pergunta como eu fiz para trazer a minha buldogue francesa, a Consuelo, comigo para o Porto. E realmente, de tudo o que eu precisava tratar para a mudança de país, foi o que deixou eu e o meu marido mais tensos. Nós não queríamos correr o risco de fazer alguma coisa errada no processo e ao mesmo tempo não estávamos dispostos a gastar dinheiro com algum tipo de consultoria ou assessoria para tratar dessas burocracias. Fizemos tudo sozinhos e deu tudo certo! Afinal, quem conseguiria deixar uma fofura dessas para trás?

como-levar-cachorro-para-portugal (1)

Então, baseada na nossa experiência, vou compartilhar com vocês 5 dicas:

1 – Pesquise, pesquise e pesquise!
A primeira coisa que fizemos foi pesquisar no site do órgão oficial português que faz o controle da entrada do animal no país, o DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária). No caso de sair do Brasil para a Europa também encontrei um post super completo do blog Pequenos Monstros. Esse post serviu como um guia que seguimos e só posso agradecer a eles por tanta generosidade em compartilhar tão detalhadamente o passo a passo! No nosso caso o processo todo demorou cerca de 4 meses e meio e por conta disso, o meu marido teve que viajar antes de nós, ele não podia esperar esse tempo. Eu fiquei no Brasil a espera da liberação para poder embarcar com a Consuelo. Outro ponto é que só pudemos comprar a passagem quando já sabíamos mais ou menos a data que estaria tudo providenciado e acabamos pagando super caro pelo vôo. Também encareceu o fato de optarmos por um vôo que fosse direto, assim seria mais rápido para a nossa pequena.

como-levar-cachorro-para-portugal (7)

2- Verifique com as companhias aéreas que fazem o trajeto do seu vôo quais são as condições para o vôo com animais.
No caso da TAP, que foi a companhia escolhida por ser a única que fazia vôo direto do Rio para o Porto, somente cães com peso até 8kg, já com a caixa de transporte, podem ir na cabine. Como ela pesava quase 15kg dentro da caixa, tivemos que despachar para ir no porão pressurizado. No fim achei até melhor ser assim porque acredito que ficar perto dela, sem poder pegar ela no colo, geraria uma ansiedade maior em nós duas. Fiquei tranquila de saber que ela estava em um local próprio para animais, onde voam em média 3 animais por aeronave. Não esqueça de verificar a possibilidade de reserva do seu animal no vôo que pretende fazer. Como, no meu caso, não foi possível fazer essa reserva do animal no vôo pelo site da TAP, comprei a passagem por telefone e fiz a reserva da Consuelo no mesmo momento para evitar qualquer tipo de problema nesse sentido. A taxa que paguei (em novembro de 2015) para poder levar ela no porão foi de 200 euros, mas varia dependendo do peso do animal. Mais informações de como viajar com animais na TAP aqui.

como-levar-cachorro-para-portugal (6)

3- Converse com o seu veterinário de confiança.
No caso da Consuelo, ela é um cão braquicefálico (focinho achatado) e a gente já tinha escutado falar que algumas companhias aéreas não aceitam cães com essa condição porque eles são mais suscetíveis a algum tipo de problema respiratório e podem não suportar o vôo. Claro que, mesmo sabendo que a companhia aérea que escolhemos voar não tinha restrições de raças, nós ficamos super preocupados se ela teria as condições necessárias para poder voar sem riscos. Foi essencial uma conversa com a veterinária para esclarecer todas as nossas dúvidas. A Consuelo, apesar de ter o focinho achatado, sempre respirou muito bem pelo nariz e praticamente não ronca quando está acordada, somente quando dorme profundo. Alguns cães da raça dela não possuem a mesma sorte e podem ter um risco aumentado durante um vôo por conta da dificuldade para respirar naturalmente. Outra dica super legal da Debbie, do blog Pequenos Monstros, que resolvemos adotar foi solicitar para a veterinária colocar soro subcutâneo na Consuelo no dia a viagem para ser absorvido lentamente. Assim garantimos que ela se manteria hidratada a viagem toda e não precisamos colocar água na caixa de transporte e correr o risco de molhar ela toda e com isso sentir frio. Decidimos não dar nenhum tipo de calmante para que ela pudesse se manter em alerta e, em caso de alguma turbulência, não se machucar.

como-levar-cachorro-para-portugal (2)

4- Não economize na caixa de transporte.
Nós já tínhamos uma caixa de transporte para a Consuelo desde que ela era filhote. Isso porque li o livro Como criar um cão perfeito desde filhotinho do Cesar Milan e ele é super favorável ao uso das caixas de transporte para o cão se habituar àquele ambiente desde sempre. E foi isso que fizemos. No entanto, como essa caixa que compramos no começo já tinha 3 anos e estava com algumas ferrugens,  decidimos comprar uma nova para não correr qualquer risco de a porta abrir ou a caixa ser rejeitada pela companhia aérea. A caixa que compramos das duas vezes é da marca Veri Kennel, que está dentro das normas exigidas pela IATA. É importante se certificar que o animal fique de pé dentro da caixa sem que abaixe a cabeça, consiga dar uma volta de 360 graus e possa ficar deitado sem se encolher. E agora, aqui em casa, removemos a porta da caixa e a usamos como uma casinha. Ela adora!

como-levar-cachorro-para-portugal (3)

5- Não hesite em explicar tudo ao seu bichinho.
Sim, eu sempre conversei com a minha pequena sobre a nossa viagem, e sim, eu acredito que ela entende tudo! Explicava que ela ia ter que ficar um tempo presa na casinha dela porque estávamos de mudança e que ela ia viajar de avião. Ia treinando com ela essa permanência na caixa de transporte, ela já estava habituada a dormir dentro da caixa, mas não com a porta fechada. E fui fazendo esses testes com ela, deixando ela durante algumas horas fechada enquanto ela tirava os cochilos da tarde. Nada muito longo, mas o suficiente para adormecer e acordar estando “presa”, para que não se assustasse se em algum momento acordasse no meio do vôo e se visse “aprisionada”. No dia do vôo, decidi sair com as malas primeiro para levar ao carro e então voltar para buscar ela, nesse momento que me viu sair com as malas ela começou a chorar DESESPERADA como eu nunca tinha presenciado antes, acabei desistindo da ideia de sair com as malas antes e voltei para buscá-la, que quando viu que estava indo junto ficou tranquila da vida e parecia até mesmo que estava sorrindo. Ficou assim o percurso todo até o aeroporto e mesmo depois que chegamos lá. A carinha de tranquilidade dela quando a entreguei ao funcionário da TAP me deixou calma também. Ainda assim, me certifiquei com a aeromoça se o piloto sabia sobre o embarque dela. Fui tranquilizada sabendo que estava tudo certo. Quando cheguei ao encontro da Consuelo, já no aeroporto do Porto, ver que ela continuava com a mesma carinha de tranquilidade do dia anterior me fez indagar por um momento o que será que tinha no soro subcutâneo, rs. E tirou dos meus ombros todo o medo que tinha de que algo desse errado, tínhamos chegado e estava tudo bem! 🙂

como-levar-cachorro-para-portugal (4)

Dica Bônus: Não esqueça de colocar coleira de identificação no seu bichinho. No caso da Consuelo compramos uma coleira bordada com o nome dela e os números de telefone de Portugal que usamos até hoje (como o meu marido veio antes para cá, providenciou os nossos números e eu encomendei a coleira ainda no Brasil). A gente encomendou na PetPatuá e depois de quase 2 anos ela continua perfeita. É com certeza a melhor maneira de ter o seu cãozinho sempre bem identificado. No caso da Consuelo que é uma fujona, é essencial.

como-levar-cachorro-para-portugal (8)

Parece difícil e muito arriscado fazer o seu cachorro passar por isso, eu sei, mas no fim vale muito a pena poder ter o seu melhor amigo ou amiga (no meu caso é filha mesmo, rs) junto de você todos os dias! ❤

ASSINATURA_RENATA


8 thoughts on “5 dicas para viajar com o seu cão para Portugal

  1. Bom dia Renata! Preciso só de uma informação: meu pet vai no porão, quando chegar em Lisboa eu primeiro pego o meu pet e depois passo no SEF ou primeiro passo no SEF e depois pego o meu pet?

    Gostar

  2. Olá, Renata! Foi muito bom ler o seu depoimento. Tenho uma Bulldog inglesa e irá para o Porto comigo quase no final de 2018. Então não teve qualquer restrição pela TAP por ser braquicefalico, certo?

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s